sábado, 9 de julho de 2011

O Futebol Arte... da Venezuela!

Tirando a beleza e a animação vindas das arquibancadas, a verdade é que está difícil assistir aos jogos desta Copa América. O futebol anda muito defensivo e burocrático. O resultado: vários empates sem graça.

Tem chamado bastante a atenção o tamanho [minúsculo] do futebol argentino e do futebol uruguaio, mas principalmente do futebol brasileiro. As grandes potências futebolísticas da América do Sul têm realizado partidas pífias e estão suando para conseguir empates contra seleções que, até algum tempo atrás, eram consideradas "galinhas mortas", como é o caso da Venezuela e da Bolívia.

Hoje em dia vivemos em um mundo muito competitivo. Seja no trabalho, na escola, ou em outros tipos de relações pessoais, a competitividade está cada vez maior. Não sei até que ponto isso é bom para o ser humano, mas, de qualquer forma, é uma exigência do mundo moderno. Competir, lutar, melhorar... até um dia se tornar melhor que seu colega.

No futebol não é diferente. Nós, brasileiros, nos acostumamos a ser chamados de melhores do mundo, de mestres do futebol arte, ou coisas do tipo, e acabamos nos acostumando a encarar qualquer partida da seleção brasileira como uma vitória certa. Ver o Brasil jogar era diversão garantida; a dúvida era apenas saber de quanto o Brasil ganharia.

Mas a coisa mudou. Atualmente, não adianta ser habilidoso, ganhar rios de dinheiro, ter um milhão de garotas atrás de você. Não. Tem que entrar em campo com a cabeça no jogo (100% no jogo!), tem que correr tudo que seu corpo aguentar. A garra e o preparo físico têm se tornado mais importantes que a habilidade. Não tem mais jogo fácil; não há mais vitórias garantidas.

Aqui na América do Sul, por exemplo, todos os jogos têm sido equilibrados já há muitos anos. E, cada vez mais, os esquemas defensivos e a correria que os preparos físicos dão aos atletas vão superando a magia do toque habilidoso e do lançamento preciso. Não há mais espaços em campo para isso. Jogadores habilidosos precisam também ser aguerridos, ter um preparo físico exemplar. Caso contrário, serão superados pelos chamados cabeças de bagre.

Há poucas horas, terminou o jogo Brasil 2 x 2 Paraguai. Horrível. Jogo duro de assistir. O mais impressionante é que lá estavam nossos grandes craques do momento, como Ganso, Pato e Neymar. E não jogaram mais do que qualquer jogador médio da segunda divisão poderia ter jogado.

Lembro-me de quando eu era criança e via meu Corinthians jogar: Tobias, Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Russo, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu Cambalhota. Podiam não ser craques, mas jogavam com amor à camisa. E ganhavam, mesmo que de um a zero, porque corriam tudo que podiam.

Não dá mais para ganhar jogo só porque está vestindo a amarelinha da seleção. O futebol, como tudo na vida, é uma competição cada vez mais acirrada. Até Larissa Riquelme [que anda um pouco acima do peso] está conhecendo o peso da concorrência (veja a prova acima!).

Não podemos dormir enquanto outras seleções nos superam. É hora de colocar a garra em campo e fazer ela tabelar com a habilidade natural do jogador brasileiro. Só assim voltaremos a ficar um nível acima das outras seleções.

Precisamos ter em mente que a próxima Copa do Mundo será aqui. E não vamos querer reviver o trauma da final da Copa de 50...

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